recreação

Father John Misty é o nom de plume de Josh Tillman, ex-baterista do Fleet Foxes que em 1 de maio lança seu disco “Fear Fun”, produzido por Jonathan Wilson (autor do melhor álbum do ano passado, pretendo escrever sobre ele logo menos). A música é excelente, algo como um Fleet Foxes para homens adultos.  Quase tão excelente quanto a Audrey Plaza.

batom

“Retrovisor”, nova música da Céu. Começa devagar com a bateria eletrônica, fica excelente a partir de 1:20.

Apesar de alguns vícios cabeçoides (como o incompreensível nome do novo disco,  ”Caravana Sereia Bloom”), Céu é uma das poucas artistas da música brasileira que parecem ter o dom do bom gosto.

drunken choir

Diz a lenda que, em 1994, Leonard Cohen cansou da indústria da música. Mudou-se para um monasterio, nas montanhas da Califórnia. Adotou o nome de “Jikan” (o quieto) e passou a viver uma existência de reflexão e silêncio. Saiu depois de descobrir que sua empresaria havia desviado milhões de sua aposentadoria. Fez uma turnê mundial que culminou no disco lançado terça-passada, o correto Old Ideas (Cohen ainda tem um problema com produtores, que infelizmente estraga suas músicas desde os anos 80).

O documentário “Leonard Cohen on Mt. Baldy” mostra o cotidiano de Cohen durante o período de retiro. Realizado em 1996, para o canal franco-alemão Arte,  o filme (quase amador) mostra que as coisas não eram tão rigorosas assim. Mas a simplicidade da vida de Cohen é encantadora. Ele vive em um pequeno quarto, com um rádio, um teclado e um computador primitivo. Come pipoca, enquanto fuma e escreve poemas. Trabalha como secretario-particular do Mestre Roshi, o guia-espiritual do monasterio. Mas a melhor parte do documentário é a entrevista que Cohen dá a diretora Armelle Brusq: o que ele fala sobre a importância da ordem na vida das pessoas é impagável.

Y colorin colorado, este cuento se ha acabado.

Ocupado

Esta é “Poison”, um dos primeiros registros de Rocket Juice And The Moon, a (trilhonésima terceira) nova banda de Damon Albarn.  “Poison will only break your heart” canta Albarn, compositor da melhor canção de amor do terceiro milênio, “Out of Time”, da sua outra (ex?) banda , o Blur.

Tudo embalado por Tony Allen, que toca bateria como se estivesse tomando café e lendo jornal, e Flea. Bom perceber que o baixista está começando a ter vida própria: Flea também toca no Atoms for Peace, de Thom Yorke, bem longe dos cada vez mais irrelevantes Red Hot Chili Peppers.

Lindo.

Labirinto

Gauntlet Hair, banda de Denver, Colorado. Distorção.

Trinta graus

Duas leituras grandes para essa tarde de verão:

Um perfil de Louise Mensch, a musa de 2011, no Guardian: http://bit.ly/n3O8zM

Um texto defendendo a existência de técnicos para pessoas comuns, na New Yorker: http://nyr.kr/q09qYC